Secretaria de Assistência Social inicia Campanha de Combate ao Trabalho Infantil

Secretaria de Assistência Social inicia Campanha de Combate ao Trabalho Infantil 

O Governo Municipal da Estância Turística de Santa Fé do Sul (SP) por meio da Secretaria de Assistência Social inicia no dia 12 de junho a Campanha Comunitária de Combate ao Trabalho Infantil, que integra as mobilizações do Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil, instituído pela ONU, e conclama a sociedade para a urgência de medidas efetivas e imediatas com o tema “Precisamos agir agora para acabar com o trabalho infantil!”.


A equipe do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) fará diversas ações de conscientização e prevenção sobre o combate ao trabalho infantil. As atividades começam na sexta-feira (11) com fixação de cataventos e placas com informes da campanha.  Serão entregues folders para os alunos da Rede Municipal de Educação, beneficiados pelo kit hortifrut. Também será disponibilizado vídeos lúdicos às famílias assistidas pelo Social, além de oficina culinária de forma remota.


“Há o risco real de crescimento do trabalho infantil motivado pelos impactos socioeconômicos da pandemia da Covid-19, que se prolonga há mais de um ano, e pela falta de políticas públicas de proteção às crianças, adolescentes e suas famílias em situação de vulnerabilidade”, ressaltou a secretária de Assistência Social Silvia Almeida. 


Nos últimos 13 anos, 290 crianças e adolescentes de cinco a 17 anos morreram enquanto trabalhavam e 29.495 sofreram acidentes graves. Também entre 2007 e 2020, 49.254 tiveram algum tipo de agravo à saúde. A secretária Silvia explicou que os dados são do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e expressam como o trabalho infantil prejudica o desenvolvimento pleno e a saúde, além de oferecer risco à vida de meninas e meninos.


Entenda mais

O trabalho infantil deixa marcas na infância que, muitas vezes, tornam-se irreversíveis e perduram até a vida adulta. Traz graves consequências à saúde, à educação, ao lazer e à convivência familiar. Exemplos dos impactos negativos do trabalho infantil:

Aspectos físicos: fadiga excessiva, problemas respiratórios, lesões e deformidades na coluna, alergias, distúrbios do sono, irritabilidade. Segundo o Ministério da Saúde, crianças e adolescentes se acidentam seis vezes mais do que adultos em atividades laborais porque têm menor percepção dos perigos. Fraturas, amputações, ferimentos causados por objetos cortantes, queimaduras, picadas de animais peçonhentos e morte são exemplos de acidentes de trabalho.

Aspectos psicológicos: os impactos negativos variam de acordo com o contexto social do trabalho infantil. Por exemplo, abusos físicos, sexuais e emocionais são os principais fatores de adoecimento das crianças e adolescentes trabalhadores. Outros problemas são: fobia social, isolamento, perda de afetividade, baixa autoestima e depressão.

Aspectos educacionais: baixo rendimento escolar, distorção idade-série, abandono da escola e na conclusão da Educação Básica. Cabe ressaltar que quanto mais cedo o indivíduo começa a trabalhar, menor é seu salário na fase adulta. Isso ocorre, em grande parte, devido ao baixo rendimento escolar e ao comprometimento no processo de aprendizagem. É um ciclo vicioso que limita as oportunidades de emprego aos postos que exigem baixa qualificação e com baixa remuneração, perpetuando a pobreza e a exclusão social.


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