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06/12/2018

Administração Municipal promove ciclo de palestras sobre a seringueira

Nesta terça-feira (4) a Administração Municipal da Estância Turística de Santa Fé do Sul (SP) por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente em parceria com o Sindicato Rural/SENAR, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor) e Noroeste Borracha, promoveu o 10º Ciclo de Palestras Técnicas sobre a cultura da Seringueira.

As pautas foram sobre a Legislação referente a Produção de Mudas de Seringueira em bancadas e substrato, com o engenheiro agrônomo Maurício Rotundo, a produção de borracha natural no Continente Asiático e Consórcio entre seringueira e cacau com o engenheiro agrônomo Gilson Pinheiro de Azevedo, e a perspectiva para o mercado de borracha natural para os próximos sete anos com o Diretor Executivo da Apabor, Diogo Esperante.

De acordo com o secretário de Agricultura Adércio Rodrigues o ciclo de palestras visa atualizar conhecimentos de quem já é produtor de borracha natural, e disseminar informações de qualidade sobre o setor também para quem busca mais conhecimento a respeito da cultura antes de fazer seu investimento.

Segundo o prefeito Ademir Maschio, trazer conhecimento aos produtores é fundamental para o desenvolvimento da atividade e a rentabilidade das famílias. “Me sinto muito honrado por ter iniciado esse trabalho e hoje já estarmos na décima edição. É uma vitória para os heveicultores”, disse Ademir.

A seringueira é originária da região amazônica onde, até hoje, é encontrada na floresta natural. A espécie pertence ao gênero hevea, da família da Euphorbiaceae que possui onze espécies, sendo a Hevea brasiliensis a que produz o látex vegetal com propriedades físico-químicas ideais para o processo industrial.

Os maiores produtores mundiais de borracha natural são: Malásia, Tailândia, Indonésia, Vietnã, Índia e China.

O crescimento dos países emergentes (China, Brasil, Índia e Rússia), acima da média mundial, tem contribuído para a demanda por borracha natural, mantendo assim aquecido o consumo de borracha, pressionando os preços acima das médias históricas.

A elevação da demanda por borracha natural, tem se dado em razão da expansão das vendas de veículos automotores, que estimulam a produção de pneumáticos e de artefatos diversos de borracha, além do aumento do consumo de preservativos e luvas cirúrgicas.

O Brasil dispõe de aproximadamente 245 mil hectares cultivados com seringueira, enquanto em termos globais, a cultura está espalhada em mais de 9 milhões de hectares. A produção nacional atual é estimada em 230 mil toneladas/borracha seca/ano. A diferença de quase 2/3 é suprida pelas importações do sudeste asiático (Tailândia, Indonésia e Malásia). O Brasil produz apenas 1,5% da produção mundial de borracha natural e cerca de 1/3 da sua necessidade de consumo.

Segundo levantamento do IEA – Instituto de Econômia Agrícola, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o plantio de seringueiras no território paulista, ocupava uma área de 77.000 hectares, divididos em 4.400 propriedades rurais, concentradas na região noroeste do Estado, tendo São José do Rio Preto (SP) como seu epicentro. Nessa região também está localizada a maioria das unidades de beneficiamento.

Atualmente, a heveicultura paulista ocupa 130.000 hectares dos 25 milhões de hectares dedicados à agricultura no Estado, contra 9 milhões de hectares de pastagem e, entre 6 e 7 milhões de hectares destinados à cana-de-açúcar. A produção de borracha natural é responsável por aproximadamente 55% da produção brasileira.          

Segundo o engenheiro agrônomo Vagner Luiz Gurian, a cultura da seringueira no município de Santa Fé do Sul é explorada por 44 heveicultores (produtores de borracha natural), totalizando 244.300 plantas, na qual 166.000 estão no estágio de formação e 78.300 em produção (sangria), com um rendimento médio de 9 kg/coágulo/ano e uma produção total de 704.700 kg/coágulo/ano. A exploração da cultura no município gera uma receita média anual entorno de 1,5 milhões de reais, além de empregar de maneira direta de 80 a 100 pessoas (sangrador).